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Vem conhecer meu trabalho, vem!

  • Foto do escritor: Heloisa Oliveira
    Heloisa Oliveira
  • 19 de dez. de 2019
  • 3 min de leitura

Em diversos locais na internet é possível ler que, segundo a OMS, a depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo nos próximos anos. Sabe-se também que cerca de 20% da população brasileira tem ou ainda terá algum transtorno mental. Você certamente conhece alguém que tem ou já teve algum adoecimento psíquico. Depressão, Transtornos de ansiedade, Fobias, Comportamento Compulsivo estão entre os mais corriqueiros. Sabemos também que apesar de ser cada vez mais comum e mesmo estando todos nós sujeitos a apresentar algum transtorno, o assunto saúde mental ainda é um tabu. Embora venham crescendo os esforços coletivos de colocar a saúde mental como pauta das discussões de espaços sociais, os cuidados com a mente ainda têm o seu lugar renegado, principalmente quando se fala em procurar ajuda profissional.

O que não é de conhecimento geral é que o adoecimento mental, pode ser prevenido, e existe o cuidado assim como você cuida do seu corpo. Porque esperar uma doença orgânica se instalar pra remediá-la? Porque não adotar hábitos saudáveis para evitar adoecer? E da mesma forma porque esperar que as coisas se acumulem de uma forma insuportável para que surja um desalinho emocional para só então procurar ajuda? Porque não falar sobre suas emoções e sintomas com um profissional capacitado para te ajudar?

O objetivo desse texto não é de te ensinar como não adoecer, ou como cuidar da sua saúde mental, pelo contrário, quero fazer um alerta quanto ao que encontramos por aí como manuais de comportamento. Afinal não existe apenas um caminho possível, existe o seu caminho! Muitas vezes encontramos receitas prontas sobre como agir, como fazer, estratégias e caminhos que podem até ser válidos em algumas situações e para algumas pessoas, mas... e se isso não funcionar pra você? E se fazer todas essas coisas que encontramos por aí, com títulos chamativos: “Acabe de vez com a ansiedade” ou “Como ser mais feliz em cinco passos” simplesmente não fizerem sentido algum? Fato é que provavelmente nenhum desses tutoriais funciona para todos. E porque essas coisas não podem fazer sentido para todo mundo?

Não faz sentido para todos, porque cada um tem seu(s) próprio(s) caminho(s). Caminho(s) esse (s) que é (são) absolutamente singular(es), porque tem haver com quem você é se faz todos os dias. Tem haver como o que você já caminhou, com aquilo que você viveu e só você sentiu na pele. Tem haver com a forma como se sente com cada situação a que se submete ou é submetido e com o que você faz com esses sentimentos.

E para encontrar o seu caminho é preciso olhar mais fundo, é preciso desenvolver sua própria receita que pode ter infinitas variações, é preciso recalcular a rota inúmeras vezes e tornar esse processo da caminhada enriquecedor. Em resumo, não é possível seguir a receita da amiga do pai do cunhado da minha vizinha que conseguiu reduzir sua ansiedade com meditação se para mim meditar é quase uma tortura. Não conseguir ter sucessos com determinadas estratégias pode inclusive, gerar mais ansiedade, sentimentos de incapacidade e frustração. Talvez seja preciso eu me perguntar por que eu sinto o que eu sinto? Que situações da vida me fazem sentir assim e como isso foi sendo construído ao longo da vida? O que meu sintoma quer me dizer? E só assim conseguir ter as próprias estratégias para lidar com o próprio sofrimento e com as demandas que vem do mundo.

A boa notícia é que, se a caminhada está difícil, se o fardo é pesado pode-se conseguir auxílio. A ajuda profissional entra aí como a busca dos caminhos que eu te contei acima. A busca de uma forma mais saudável, mas tranquila, muitas vezes dolorida mas sempre proveitosa na medida em que se obtém auto-conhecimento, amadurecimento e recursos internos para lidar com a dor, com a perda, com a tristeza, com os sintomas de uma forma geral que tanto incomodam e podem se tornar incapacitantes.

E é aí que entra o trabalho do psicólogo clínico. Lamento se não posso te dar uma receitinha, porque meu trabalho é exatamente fazê-lo entender que ela não existe de uma forma universal mas que é possível encontrar e desenvolver a sua, e mais do que isso, te auxiliar a encontrar e refazer essa “receita” quantas vezes forem necessárias para que você fique bem. E aí, a única dica que posso ofertar é: se permita! Venha conhecer o trabalho do psicólogo clínico.

Na próxima semana falarei de forma mais efetiva como funciona o meu trabalho e exatamento em quê eu posso te ajudar. Obrigada, até a próxima!


 
 
 

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